Quando pensamos em atividade física, é comum lembrar primeiro dos benefícios para o coração, para os músculos ou para o controle do peso.

Mas o cérebro também se beneficia — e muito — quando o corpo se movimenta.

Hoje sabemos que manter uma rotina fisicamente ativa faz parte das estratégias que podem ajudar a reduzir o risco de declínio cognitivo e demência ao longo da vida.

E isso acontece por diferentes caminhos.

A atividade física contribui para a saúde cardiovascular, auxilia no controle da pressão arterial, da glicemia e do colesterol e favorece uma melhor circulação sanguínea. Tudo isso importa porque a saúde do cérebro está diretamente conectada à saúde dos vasos sanguíneos e do restante do organismo.

Além disso, estudos associam a prática regular de exercícios a benefícios para áreas cerebrais envolvidas na memória, no aprendizado e em outras funções cognitivas.

Mas existe um ponto importante: não estamos falando de encontrar um exercício “milagroso” contra a demência.

A prevenção é construída a partir de um conjunto de cuidados, e a atividade física é uma peça importante desse quebra-cabeça.

Caminhar, pedalar, nadar, dançar e realizar exercícios de fortalecimento muscular são algumas possibilidades. Para adultos, recomendações de saúde geralmente orientam buscar cerca de 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada, respeitando sempre as condições e limitações individuais.

Mais importante do que começar de maneira perfeita é encontrar uma atividade que possa fazer parte da sua rotina com constância.

E não pense que existe uma idade em que seja “tarde demais” para começar. Mesmo quem passou muitos anos sedentário pode se beneficiar ao se tornar mais ativo, desde que o início seja adequado às suas condições de saúde.

Cuidar da memória não começa apenas quando surgem esquecimentos.

Também começa nas escolhas que fazemos enquanto estamos bem.

Movimentar o corpo é uma delas.

Seu cérebro também precisa de exercício.