Quando pensamos em cuidar da saúde ao longo dos anos, é comum lembrar de alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e acompanhamento médico.

Mas existe outro aspecto que merece a mesma atenção: os nossos relacionamentos.

Ter pessoas com quem conversar, compartilhar momentos, pedir ajuda, rir, caminhar ou simplesmente estar junto também faz parte do cuidado com a saúde.

A ciência tem mostrado que a conexão social está associada a uma vida mais saudável e a uma melhor qualidade de vida. Por outro lado, a solidão e o isolamento social estão relacionados a maior risco de problemas como depressão, doenças cardiovasculares, declínio cognitivo e demência.

Isso não significa que precisamos estar cercados de pessoas o tempo inteiro.

Conexão social não é quantidade.

É sentir que pertencemos. Que temos vínculos de confiança. Que existe alguém para quem podemos ligar e com quem podemos dividir a vida.

Com o passar dos anos, algumas situações podem diminuir naturalmente o convívio social. A aposentadoria, a saída dos filhos de casa, mudanças de cidade, perda de pessoas queridas, limitações de mobilidade e alterações de saúde podem reduzir os encontros e tornar a rotina mais solitária.

Por isso, os vínculos também precisam ser cuidados.

Manter contato com familiares e amigos, participar de grupos, frequentar atividades na comunidade, praticar exercícios em companhia de outras pessoas, fazer trabalhos voluntários ou retomar antigos interesses são algumas formas de fortalecer a vida social.

E não é preciso esperar sentir solidão para começar.

Assim como cuidamos dos músculos para preservar a força e do cérebro para preservar a memória, também precisamos cuidar das relações que dão significado à nossa história.

Uma vida longa não é feita apenas de anos.

É feita das pessoas, das experiências e dos afetos que cabem dentro deles.

Cuidar das suas conexões também é cuidar da sua saúde.